"Tive acne": história com final feliz

Publicado por: Marlene Vinha a 21 de Jan 2015

Os cremes são um amor bem mais antigo que a maquilhagem e, desde que me recordo, sempre cuidei da pele.

Por volta dos 10/12 anos adorava fazer máscaras de Nívea (eu sei, seu sei!) e por volta dos 14 usei o meu primeiro creme da Pier Augé, marca pela qual nutro um grande carinho. Seguiram- se a Avène e a Galénic. Adorava sair das aulas e enfiar-me na farmácia a experimentar tudo o que podia.

Lembro-me perfeitamente que foi por volta dos 16/17 que tratar da pele se tornou algo prioritário e o episódio que marcou tal consciência. Tinha uma colega linda de morrer, de olhos azuis e cabelo escuro, que andava sempre impecavelmente maquilhada. O meu interesse pela maquilhagem ainda não se tinha manifestado, mas conseguia admirar as skills alheias e gabar a aparência cuidada da colega. Até que um dia, depois de uma aula de educação física, e de um banho mais descuidado, parte da maquilhagem despareceu. E eu vi a pele nua, que nunca tinha visto...O horror! Pele seca, vermelha e a escamar. Tendo em conta esse episódio e a minha experiência, até hoje, mantenho a minha opinião: o melhor produto de maquilhagem que podemos ter é mesmo um bom creme.

A par disso, e no meu caso, tinha uma pele normal a mista, e que nunca me tinha dado grandes preocupações. Até que me começaram a aparecer, muito ocasionalmente uma ou outra borbulha. Como teenager que se preze e dada ao drama, fiz logo um filme, e vai de comprar a linha da Vichy para peles com acne. Big no! A pele reagiu mal, andou vermelha e irritada durante uns tempos, até que normalizou. Aprendi a lição e a coisa andou controlada até por volta dos 19 anos.

E foi então que aconteceu um episódio dramático. Do nada, engordei 10 quilos e pelas minhas contas, apareceram-me borbulhas na mesma quantidade na cara. Foi terrível! Muitas borbulhas e grãos de milium, incluindo nas costas e braços, pele muito oleosa e um desconforto constante. Esta situação mereceu um tratamento de choque e comecei a fazer limpezas de pele de três em três semanas. A pele ficava razoável, mas daí a 3/5 dias, voltava ao mesmo. Shiseido, Clinique, Givenchy, foram algumas das marcas que usei para tentar controlar a situação, e nada.

E um aparte para dizer que não, o sol não ajudava. Aliás, piorava! A pele engrossava e tudo o que descrevi, ficava mil vezes pior. Aproveito para falar noutro mito urbano que atribui ao frio a capacidade de normalizar a pele oleosa. Ou pior, que não pôr creme é que é!! Não, não seca as borbulhas. Desidrata a pele e sim, uma pele oleosa, por mais que o seja, precisa de água. E muita!

Casos desesperados merecem medidas na mesma proporção e comecei a frequentar um dermatologista assiduamente, que cobrava couro e cabelo pelas consultas e tratamentos. Mas quem padece deste tipo de estado, dá o que tem e o que não tem para se ver livre da maleita. Das consultas resultaram três microdermoabrasões e tratamentos à base de Roacutan e a temível isotretinoína.

Nas microdermoabrasões. o processo era iniciado pela inspecção minuciosa da superfície da pele e couro cabeludo, numa máquina, seguido de uma passagem com um algodão de uma substância que ardia bastante (peeling) na pele do rosto. Confesso que não me lembro de muito mais afinal, já lá vão mais de 15 anos. Saía de lá com a pele muito brilhante e vermelha, e dali a uns dias, tinha a pele a cair. Resultado: pele muito sensível, irritada e intolerante não só ao sol, mas à luz. Para compor esta sinfonia do terror, o médico indicava, como tratamentos de manutenção, produtos da Lutsine, indicados para peles com acne. O efeito era ainda mais catastrófico, pois a pele além de ficar seca (principalmente quando iniciei o tratamento com Roacutan), estes produtos tinham a capacidade de agravar o estado descamativo e o constante desconforto.

Em qualquer lugar que fosse de quente ou frio, era como se a pele esticasse ao seu limite e fosse estalar a qualquer momento. Andava sempre com a água termal atrás, que dava conforto momentâneo, mas a sensação generalizada era de desconforto e vergonha. Ainda por cima, não percebia nada de maquilhagem e não podia contar com ela para me ajudar. Soubesse eu o que sei hoje e talvez esta época tivesse sido menos solitária.

Na altura, frequentava o centro de estética F13, e a minha querida D. Fátima, que foi quem me valeu ao me aconselhar a equilibrar a minha rotina (a par dos cremes prescritos pelo médico) com cremes calmantes e tratamentos de cabine que me ajudassem a recuperar a resistência e elasticidade da pele. Foi aí que descobri a Guinot e a Phytomer e da época ficou o meu amor incondicional pelos óleos faciais. E sim, uma pele oleosa pode usar óleos faciais, desde que sejam para esta tipologia de pele!

Entretanto, depois de mais de dois anos sem resultados definitivos e satisfatórios a nível de pele, e num exame de rotina, descobri que tinha quistos nos ovários, o que me andava a desregular o sistema todinho! Ficaram as perguntas, que até hoje permanecem sem resposta. Porque é que o médico não mandou fazer análises a nível interno, já que claramente os tratamentos não estavam a fazer efeito a nível externo? Até hoje não sei, e não voltei lá mais.

Comecei a tomar a pílula e todos os problemas foram apagados para todo o sempre: borbulhas e o peso a mais. Ficaram as mazelas: sensibilidade e rosácea. Mantiveram-se os hábitos de manter uma rotina e a perseverança nos cuidados que são precisos ter com a pele.

A verdade é que, depois de tudo isto, não me posso queixar porque não fiquei com marcas na pele que, não sendo perfeita mas com os cuidados certos, não é (muito) complicada.

Infelizmente, é provável que muitas de vocês se identifiquem com esta história e sei compreender a frustração que este tipo de situação traz. Mas esta narrativa relata a minha experiência pessoal. Cada caso é um caso, e aquilo que funcionou bem para mim, pode não se adequar a todas. É a conversa cliché, mas se têm problemas neste âmbito, aconselho sempre a procurarem ajuda competente e alguém em quem confiem, para vos acompanhar. 


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