Duelo de manteigas

Publicado por: Marlene Vinha a 17 de Jun 2014

Se há coisa de que eu gosto e não dispenso, é uma boa manteiga corporal. Aliás, como já se devem ter apercebido (ou não, por isso, reitero esta preferência), sou fanática por cremes de corpo densos e  ricos. O que nos leva ao post de hoje.

Vamos então por partes. Eu já havia usado, aqui há uns anos, uma manteiga da The Body Shop, sendo que na altura, por não ter ficado convencida com a sua eficácia, não tornei a comprar. Mas a verdade é que, de tanto ver blogs elevarem este produto à quinta maravilha para peles secas, a pessoa que não é de ferro com estas coisas da beleza, resolveu dar-lhe uma segunda oportunidade. Aproveitei uma ida à loja para comprar máscara à prova de água e a também “mui” famigerada manteiga desmaquilhante, para trazer uma manteiga de corpo. Quem conhece e gosta da marca, deve entender a minha dificuldade para escolher apenas uma, já que as embalagens apelam de forma irresistível ao tacto, aos olhos e, claro, ao consumo desenfreado. Resolvi escutar o conselho da colaboradora da marca, que ao saber que eu tinha a pele mesmo muito seca, me convenceu a pousar a embalagem salmão que eu tinha na mão (que penso eu ser de pêssego e já estava filada em trazer para casa), e me aconselhou esta de manteiga de karité. O produto é uma pasta compacta de cor esbranquiçada, sólida mas que, depois de aplicada na pele do corpo, desliza (literalmente) como manteiga (que tenta ser).

Agora, depois de ter usado a embalagem toda, não posso dizer que me tenha arrependido de a ter comprado, porque o produto não é mau, cheira bem e, sobretudo, porque serviu para tirar a teima e confirmar que de facto, não é manteiga para mim. A pele fica hidratada e saciada, é facto, mas passadas umas horas, já tenho os joelhos e cotovelos a descamar. E se isto é o melhor que têm para peles "messsmo" secas, meus amigos, vão ter de melhorar (e muito) a formulação desta manteiga. É demasiado Light para mim.

Mas passemos agora à Coconut Butter que, ao contrário da anterior, faz jus ao seu nome e é, de facto, uma manteiga em todos os sentidos da sua textura e acabamento. É uma pasta compacta rosa, de forte odor a coco (quem não suportar o aroma, nem sequer considere este produto), que depois de aplicado, deixa uma camada oleosa sobre a pele. A pele fica muitíssimo reconfortada e untada. Sim, é a palavra certa, porque fica com uma capa difícil de ignorar. Mas resulta que é uma maravilha, na hora de equilibrar zonas de extrema secura como mãos, cotovelos e joelhos. No meu caso, basicamente o corpo todo. Apesar de espessa, com o calor gerado na aplicação, ela passa a óleo, o que favorece a auto-massagem. E não vos posso dizer o quanto gosto desta manteiga, já que é dos poucos produtos que eu sinto darem conta do recado no que toca a normalizar uma pele que está constantemente a roçar o estado descamativo.

Esta manteiga de coco é fruto de um laboratório português e custa cerca de 20€ por 500ml de produto, sendo que há embalagens de 200ml, que custam pouco mais que metade. Compro nos Armazéns Senhorinha, uma loja de venda de produtos semi-profissionais, aqui na zona de norte. Infelizmente, não sei onde mais a podem encontrar, no caso de estarem a considerar este produto. Se alguém souber e quiser partilhar, depois anexo a informação a este texto.

Ainda a propósito deste post, parece-me importante abordar uma questão que se prende com o facto de esta manteiga conter na sua composição Petrolatum e Paraffinum Liquidum. Ingredientes que levantam bastante celeuma, no que toca à sua inclusão em muitos (muitos mesmo) produtos de beleza. Depois de ter falado com a Sara (a minha professora quando o assunto é composição e química dos produtos) e de ter lido alguns artigos sobre o mesmo (aqui ou aqui, por exemplo), a verdade é que não cheguei a nenhuma conclusão. Pelo menos, não melhor do que a que tinha antes. A eficácia e qualidade dos produtos em cosmética, avalia-se pela qualidade dos ingredientes, quantidade dos princípios activos e pela forma como são produzidos. Há quem seja completamente avessa ao uso de produtos que contenham óleo mineral, como por exemplo a supra sumo da cosmética, Caroline Hirrons, já que advoga que existem óleos provenientes de plantas, de qualidade superior (e mais caros, por consequência). E outras correntes existem, que não vêem qualquer mal na inclusão deste ingrediente, que age como barreira oclusiva que sela outros ingredientes no interior da pele. Claro que esta descrição levanta logo questões que se prendem com a obstrução de poros, fomentação de acne, etc., etc.

Eu uso e gosto de produtos que listam na sua composição óleo mineral e, até ao momento e no curto prazo, nunca notei qualquer tipo de efeito indesejado ou nocivo para a minha pele. Admito, no entanto, que haja outros ingredientes de excelência preferíveis e, quem os puder comprar, go for it. Agora, ultrajante, é dispensar muitos euros em produtos, cujo primeiro ingrediente que consta no rótulo, é óleo mineral, já que o mesmo é usado muitas vezes por ser barato. Por isso, vou passar a estar mais atenta onde invisto os meus €€€ e aconselho a que façam o mesmo. Façam a vossa pesquisa e vejam o que melhor se adequa às necessidades da vossa pele e à vossa disponibilidade financeira.

Não vou aprofundar um assunto sobre o qual não tenho conhecimento suficiente para grandes dissertações, mas gostava muito de saber a vossa opinião.


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