4 days of solitude- Budapeste

Publicado por: Diana Vinha a 31 de Oct 2013

Fotografia de Adam Jenei para Hero&Creatives

Ora... tínhamos ficado na minha ida para o aeroporto (aqui), certo? 

Tenho a dizer que à segunda viagem de avião, constatei que já não tenho medo do levantar e aterrar. E isto prende-se com o facto de nem dar por ela, pois passei as viagens inteiras a dormir profundamente. Mal me sentava no dito cujo, esperava que os lugares ao pé do meu se ocupassem e... PIMBAS!

Chegada ao aeroporto de Budapeste, não me deixaram sair imediatamente para o exterior. Guess what? Ameaça de bomba!!! Depois do choque inicial, de levantar dinheiro (1000 huf são muito poucos euros, confusão!) e de me conduzirem à paragem de autocarros, um senhor muito simpático explicou-me todo o processo da coisa e ajudou-me com as malas. Sim, a mochila de campismo, pela qual os espertinhos da Ryanair já me queriam cobrar quilos a mais (ainda não é desta, malta!) e o trolley cor-de-rosa às bolinhas brancas.

Budapeste fez-me lembrar muito o Porto à chegada, em Nyugati Station: antiga, com frio e sol (o meu tipo de Inverno), pessoas muito simpáticas de inglês enferrujado e as pontes.

Fiz o check-in aqui, com uma Cristina muito simpática que infelizmente não voltei a ver, pois ao contrário da Raquel de Barcelona, não habitava no mesmo apartamento e qual não é o meu espanto, quando sou presenteada, mais uma vez, com o maior quarto da casa.

Pousei as malas, que é como quem diz, espalhei as minhas coisas pelas camas todas e móveis, e saí à procura de um restaurante onde pudesse petiscar, fui ao supermercado e de seguida descansar, para começar a jornada pela manhã do dia seguinte. Sentia-me cansada e a chocar alguma coisa...(Obrigada Sara pela ajuda com os fármacos certos!)

Day 1

Já o havia percebido no dia anterior, mas a verdade é que estava numa localização incrível. A GuestHouse ficava numa perpendicular à House of Terror, ou seja, perpendicular também à Andrássy Út, que é "apenas" a rua mais chique de Budapeste.

Subi a rua em direcção à House of Terror. Fechada! Continuei pela rua acima em direcção à Heroes Square. Passei no Museu das Belas Artes, onde estava uma exposição de Egon Schiele. Também fechado! "Hum? Mas está tudo fechado à Segunda-Feira?" Sim, foi a informação que fui obtendo. "Ai é? Então vou passar o dia a comer!"

Rseolvi ir espreitar o City Park, onde passei grande parte da manhã, principalmente na zona do Castelo Vajdahunyad que achei lindo.

À volta, passei pelo Art Hall e voltei a entrar na Andrássy, em sentido descendente.

Olá bolos do Művész Cafe & Bistro!!! Aqui, senti que estava de volta a Paris. Uma boulangerie über majestosa e elegante, em que os bolos mais decorados, custavam tuta e meia. Aliás, tudo custa tuta e meia em Budapeste! Sentei-me cá fora na esplanada, a aproveitar o frio soalheiro, qual Carrie Bradshaw que ora dava uma trinca no bolo e bebericava o chá, ora fumava um cigarro.

Continuei rua abaixo, passando pela Ópera, Basílica de Santo Estevão, ambos edíficios muito bonitos e fui-me enfiar literalmente na toca do lobo. A Király Út (paralela à Andrássy) e todas as suas perpendiculares e paralelas, são os locais certos para se estar, quando se gosta de coisas em segunda-mão. 

De Doc Martens novas nos pés, fui sentar-me no jardim do, também fechado, Museu Nacional. Tinha que fazer horas para ir encontrar-me com o Adam.

Às 16h em ponto conheci o Adam, no California Coffee Company, uma espécie de Starbucks, em que o café faz algum efeito (não como o nosso, though). O Adam pertence ao Hero&Creatives, mas sobre isto falarei noutro post.

Basicamente, passamos o resto da tarde juntos. Ele a mostrar-me a cidade e a fotografar-me em simultâneo, com muita risota à mistura, pois o Porto não lhe era nada desconhecido. O Adam estudou aqui, em Erasmus e por isso, foi como passar a tarde com um amigo da "terrinha".

Fomos ao Vásárcsarnok, Central Market, à Liberty e à Chain Bridge e depois, já no lado de Buda, subimos os milhares de degraus até ao topo do Buda Castle onde, mais uma vez, me pareceu que estava no Porto. A vista é incrível e vale bem a pena o esforço.

Passamos pelo Fisherman´s Bastion em sentido descendente, para voltarmos ao lado de Peste e terminamos a tarde a beber a bela da cerveja de Toranja, num dos Ruin Pubs mais conhecidos, o Szimpla.

O conceito de Ruin Pub é deveras interessante. Prédios abandonados, atafulhados de toda a espécie de bonecada e objetos inesperados, como carros, banheiras, enfim! É como cair na toca do coelho da Alice.

Dissemos um até já e eu fui à Guesthouse refrescar-me, jantar ao pé da mesma, num restaurante simpático em que já me sentia em casa, à excepção da paprika que esta malta insiste em pôr em todo o lado, e às 21h30 voltei a encontrar-me com o Adam para ir sair com os amigos dele.

Adorei este novo conceito do "sair cedo" já que se aproveita tudo na mesma, deitas-te relativamente cedo e o dia a seguir não fica arruinado!

Fomos ter a uma casa muito semelhante à onde eu estava alojada e foi curioso constatar que as casas e a estrutura dos edíficios de residência são bastante semelhantes, quase como pequenas ilhas, com um pátio comum lá em baixo.

E foi aqui que descobri o Beer Pong. Sim, já sei que se fala muito nos filmes e séries americanas, mas para mim foi uma novidade, recebida com bastante agrado. Não joguei, porque não tenho pontaria absolutamente nenhuma, mas fiz parte da animação da sala.

Como continuava com a sensação de constipação iminente, recolhi-me ao meu apartamento e encharquei-me de benuron e vitamina C.

Day 2

Sim! Acordei doente, como previsto. Com dores em todo o lado e com sensação de sono constante (hey, tomar dois benurons de 1000, e o facto do café não ser assim tão forte, não ajuda) decidi ir fazer o roteiro que me havia sido interdito na véspera.

Confesso que já tinha dado conta que a cidade e os pontos de (meu) interesse já tinham sido cobertos logo no primeiro dia, com o Adam. Ou seja, agora era passá-los a pente fino, com calma e no meu tempo, que é como quem diz, muitas paragens para comer, escrever e descansar.

Não voltei ao lado de Buda, pois achei que daquele lado já tinha ficado visto, mas passei pelas mesmas ruas que no dia anterior, nomeadamente a Váci út, que é a zona/rua mais turística da cidade. Foi então que, com desagradável surpresa, percebi que os postais são todos feios. Como é possível? Uma cidade tão bonita, ser tão mal representada?

Anyway, na Szamos, comi mais bolos e, enquanto escrevia na minha Sebenta, a funcionária veio-me questionar a respeito da mesma. "What is a Sebenta?" "Are you writing a diary?" 

As pessoas com quem ia falando iam me perguntando as coisas mais engraçadas e repetidas, desde mostrarem surpresa por eu ser portuguesa, ou do meu inglês , ou pela minha cor de pele e cabelo. Acho que só faltou mesmo perguntarem-me pelo bigode, tal é a imagem que muitos estrangeiros têm do nosso Portugalindo.

Na zona do Museu/Sinagoga Judaica, encontrei "a minha gente". Entre a Ludovika Vintage, que tem as donas mais amorosas e uma decoração circense, mais dois cães igualmente doces, e a Szputnyik também de segunda-mão e vintage, decidi que já não conseguia explorar mais a cidade nesse dia. A constipação teimava em não abrandar e decidi controlar os danos e recolhi-me cedíssimo, onde após ter revisto o The Darjeeling Limited, adormeci.

P.s- Houston, Diana has a sunnies problem! Os óculos de sol são os meus postais de recordação, que a maior parte das pessoas toma como garantido nas viagens.

Day 3

Ao terceiro dia útil, acordei mais tarde do que o habitual, mas já me sentia francamente melhor. "Vou finalmente comer com o devido paladar apurado!".

Dirigi-me ao Menza, por sugestão da mana. E aqui, meus amigos, descobri a maravilhosa salada de queijo caramelizado, que acompanhei com um chá quente de maçã e canela e rematei com strudel de cereja e gelado de sementes de papoila, para surpresa do funcionário. Porque é que as minhas experiências gastronómicas causam tanta risota e surpresa? Acho que nunca saberei!

O dia foi bastante calminho, pois já havia explorado as ruas todas de fio a pavio. Apercebi-me que não era necessário ter marcado viagem para tantos dias em Budapeste, mas não fazia ideia da dimensão da cidade. Isto, a par com o facto de não me querer ir enfiar nos banhos, fez com que andasse a perder-me pelas ruelas todas que me iam aparecendo.

Revisitei tudo mais uma vez e terminei o dia com a despedida do Adam, que me levou a outro Ruin Pub, o Instant, ainda mais surreal que o primeiro. De seguida fomos à ponte Margit, que tem vista sobre ambos os lados, Buda e Pest, e sobre a "pequena" ilha com o mesmo nome.

No dia seguinte, fiz as malas e dirigi-me ao aeroporto para rumar ao meu último destino, Amesterdão.

Budapeste, apesar de ter os 3 Bs- bom, bonito e barato- até à data, estava a ser a cidade que ocuparia o último lugar de destaque nesta aventura e, creio que no próximo post, vão perceber porquê.

Os medos da solidão, já há muito que tinham desaparecido e a vontade de fazer isto sozinha mais vezes, começava a aumentar!

Se quiserem ver mais fotografias manhosas "à la Diana", espreitem aqui: @dianavinhaprettyexquisite

Stay tuned!!!


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